Voluntários do século 21
28 de Agosto de 2017 às 07:00
Não é complicado, não é difícil, é prazeroso, e está ao alcance de qualquer pessoa! Em um mundo em constantes e rápidas mudanças há muito espaço para o Voluntariado! E a tecnologia? Ajuda ou atrapalha? Como são os Voluntários do Século 21? O que se observa é que existe um forte desejo de mobilização e participação, mas um verdadeiro engajamento demanda algumas reflexões! É preciso querer transformar e transformar-se:  
 
 
  • Realizar apesar dos desafios: são muitas as barreiras e os desconfortos que iremos encontrar também no trabalho voluntário. Recursos matérias e financeiros escassos; egos e vaidades pessoais; resultados e reconhecimentos que nem sempre chegam como esperávamos. Problemas e soluções caminham juntos! Realizar com alegria é o que leva o projeto adiante!
 
 
  • Priorizar o tempo de voluntariado: somos gestores do nosso tempo e escolhemos e priorizamos as atividades que cabem no nosso dia a dia. Tempo para voluntariado é como qualquer outro da nossa vida. Uma escolha consciente e comprometida em primeiro lugar com nós mesmos!
 
  • Colaborar com o time: a tecnologia acabou com as barreiras ou fronteiras geográficas e a palavra de ordem é a colaboração! Se de um lado temos tantas ferramentas disponíveis, por outro existe uma dificuldade de escuta e entendimento. No voluntariado não há espaço para individualismo! É a soma das pequenas ações que fazem a diferença.
 
  • Adaptar-se não é conformar-se: nem tudo traz resultados imediatos. Existe a necessidade de compreender que o trabalho voluntário em alguns projetos terá um impacto na soma das ações em um período de tempo. Não é se conformar ou desistir, mas é fundamental analisar, questionar se o que está realizando realmente está adaptado ao seu dia a dia, aos seus valores e trazendo satisfação.
 
  • Inovar e criar com os recursos disponíveis: pensar fora da caixa, e com imaginação trocar e compartilhar conhecimento, habilidades, energia e doar tempo. Hoje temos voluntários “nas nuvens” trabalhando a distância. As ferramentas digitais e as mídias sociais são facilitadoras do trabalho voluntário e da comunicação.  Inovar não é só usando a tecnologia!  Há que se buscar novas formas de fazer, novas atitudes inspiradoras.
 
 
  • Comprometer-se consigo mesmo e com a causa/projeto: não haverá transformação sem comprometimento. Neste século 21 com tantas novidades e mudanças a cada instante parece haver uma grande dificuldade de engajamento e dedicação a causas e projetos de forma contínua.
 
 
Estamos em um processo ainda de educação e formação de novos modelos e lideranças.  Um voluntariado que é cidadão e que acredita que enquanto não estiver bom para todos não estará bom para ninguém! Não basta querer, é necessário colocar sonhos e vontades em prática e principalmente organizar-se para que haja um espaço real e concreto no dia a dia para a prática do Voluntariado!




 
Silvia Maria Louzã Naccache: Palestrante e Consultora na área de Voluntariado e Terceiro Setor, Responsabilidade Social.  É responsável pelos projetos e conteúdo de Voluntariado e Voluntariado Empresarial da Rede Filantropia; coordenou por 14 anos o Centro de Voluntariado de São Paulo-CVSP. Articula parcerias com organizações da sociedade civil, governos, escolas, universidades e empresas. Organiza, ministra efacilita cursos, palestras, oficinas e eventos. É Conselheira voluntária da Associação Vaga Lume e voluntária como Regional Voice Lead do Movimento Impact 2030. Membro organizador do Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial. Graduada em Ciências Biomédicas pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. 


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