Storytelling: “oi?”
17 de Julho de 2017 às 07:00
Já há alguns anos presente nas rodas de conversas dos profissionais de marketing, comunicação e captação de recursos, o storytelling ainda continua em alta.

No Festival ABCR 2017, pude assistir a sessão conduzida pela empresa Social Docs. Além de algumas dicas que compartilharam – e que vou dividir com vocês aqui – eles apresentaram o vídeo que criaram para o Instituto Arredondar, “O colecionador de histórias”.

Foi produzido para sensibilizar os caixas das empresas parceiras do Instituto Arredondar, que são fundamentais em ofertar aos clientes que doem seus centavos, arredondando o valor da sua compra. Por favor, assista o vídeo e depois continue o texto.
 


Assistiu? Poderoso, emocionante e cativante, não é? Por isso devemos olhar com mais cuidado o que storytelling tem a oferecer. É caro fazer um vídeo assim? Sim, principalmente para muitas organizações com orçamentos pequenos. Mas não é a única forma de usar o storytelling. É difícil? Um pouco, tem técnica e combina habilidades de marketing com narrativa. Mas como tudo, podemos tirar alguns aprendizados dessa ferramenta para revisitarmos e melhorarmos a forma que estamos apresentando nossas causas e o trabalho das nossas organizações.
 
Storytelling: a capacidade de contar uma estória relevante
 
A proposta storytelling é fácil de entender, que é contar uma estória para transmitir a mensagem que deseja passar: seja apresentar sua organização, sua campanha de captação de recursos ou os resultados de uma avaliação do seu programa social. O desafio está na técnica de como fazê-lo bem.
 
Segundo os profissionais da Social Docs, que se apresentaram no Festival ABCR, alguns elementos são indispensáveis para a construção de uma boa estória: o personagem principal, uma situação de conflito (o desafio a ser superado), o universo (contexto), trama (o que faz para superar o conflito), e a mensagem. Esses elementos devem ser trabalhado na narrativa de uma forma crível, ou seja, autentica que crie a empatia. E assim chegar na conexão para trazer as pessoas a ação.
 
Também usado por empresas – quem não se lembra da campanha da Vivo para o dia dos namorados com um clipe de “Eduardo e Monica”:
 
 

Na minha opinião, o storytelling cai como uma luva para a comunicação de organizações e causas. E ao utilizar a ferramenta, podemos fugir de algumas armadilhas e erros comuns cometidos na comunicação e captação de organizações.
 
Como vimos no vídeo acima, o protagonista é um “beneficiário” e a trama se desenrola com a evidência de como a organização ajudou a ser desenvolver.  É a causa na veia. Demonstra ali o impacto de que tanto perseguimos. Foge daquela coisa de ficarmos falando só da organização, o que normalmente falha em conectar emocionalmente com as pessoas.
 
Outro aspecto é a linguagem. Não é técnica, cheia de jargões do terceiro setor que só nós entendemos, e nem tão dramática, que vai deixar a pessoa que está assistindo ou lendo o texto deprimida ou pensar que é ficção. É normal, realista, sensível, dá para acreditar e cria a empatia.  
 
E o storytelling não é algo a ser usado somente em vídeos. É claro que com o audiovisual se tem mais recursos para se contar melhor a estória, mas pode ser usado em um texto de um boletim eletrônico, em uma mala direta de captação de recursos ou campanha de advocacy.
 
Deixo aqui dois links de interessantes sobre o assunto:
 



Marcia Kalvon Woods é comunicadora social formada pela ESPM, com mais de 15 anos de experiência no 3o setor, como gestora e especialista em investimento social. É vice-presidente da SAAP - Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros, membro dos Conselhos Curadores da Fundação Stickel e Amor Horizontal. É sócia e Conselheira da ABCR e do Instituto


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