Voluntariado: talentos também para desenvolvimento de carreira
13 de Fevereiro de 2017 às 07:00
Talentos e habilidades muito requisitados no ambiente corporativo podem ser desenvolvidos e até adquiridos por meio de prática de voluntariado. E isso acontece em todo o mundo!

Além de ser uma excelente oportunidade de fazer o bem, de exercer seu papel cívico e cidadão; de dar de imediato a sensação de bem estar; voluntariado é sem dúvida um  diferencial Curricular.

Não há quem participe de uma atividade voluntária que não aprenda a realizar mais coisas com recursos escassos e a ser uma pessoa melhor, mais generosa e solidária.

O voluntariado é grande oportunidade de descoberta e no desenvolvimento de novos talentos, habilidades e competências, tais como o espírito de liderança;  o entusiasmo, a resiliência, o convívio de forma madura e harmoniosa com pessoas diferentes, a criatividade, o fazer muito com poucos recursos!  

Em um ambiente onde há competitividade e busca de resultado, o voluntariado oferece maneira de realizar ações colaborativas e que demandam um processo de criação em conjunto, com poucos recursos e muita criatividade.  Algumas dessas ações tais como um mutirão de reforma, uma oficina de boas práticas para uso consciente do dinheiro, um curso de artes, uma orientação sobre reciclagem ou ciclo de palestras sobre os cuidados básicos de higiene e saúde ou evento pontual são ações que  produzem um impacto imediato em quem faz e em quem recebe a ação.

Não existe atividade voluntária que não ofereça uma ampliação da visão do mundo, do convívio com realidades distintas.

O voluntariado é ferramenta para o desenvolvimento de lideres: gente que tem a capacidade de criar sinergia, de envolver pessoas e juntar os diferentes por uma causa um projeto.

O que faz a empresa são as pessoas. Existe uma grande preocupação de pensar nisso na hora de recrutar talentos para compor o time, mas depois os processos e os resultados passam a ser muito mais importantes.

As práticas de voluntariado para o jovem serão um diferencial curricular com certeza, mas é necessário que o ambiente corporativo de continuidade a essas atividades e trazendo com isso uma maneira ética e transparente de gerenciar as pessoas e de viver realmente os valores da empresa!

Planejar e executar uma atividade voluntária também é um processo educativo: fazer junto, perceber o quanto a variedade de temperamentos e qualificações pode enriquecer o projeto e as ações. E ainda o aprendizado de saber ouvir, de fazer um bom diagnóstico antes de sair fazendo. E perceber que mesmo uma comunidade que por vezes nos parece tão carente de alguns recursos tem muito a ensinar e a colaborar no projeto.

Por meio do voluntariado se tem uma visão sistêmica e de interdependência: se não estiver bom para todos não pode estar bom para ninguém!  Estamos conectados e todos, sem exceção, envolvidos no cuidar e respeitar pessoas, o meio ambiente e o negócio. Com o voluntariado se sai da teoria para viver a realidade de produzir uma sociedade mais justa, mais solidária, com mais qualidade de vida, mis inclusiva.



Silvia Maria Louzã Naccache, Graduada em ciências biomédicas pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, é coordenadora do Centro de Voluntariado de São Paulo –CVSP desde julho de 2003. Atua com voluntariado, terceiro setor e responsabilidade social. É Conselheira voluntária da Associação Vaga Lume e membro organizador do Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial. 
 
 


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