Operadora de cartão dá aos clientes o poder para decidir seu investimento social, realizado por microdoação
24 de Julho de 2018 às 06:00
Já imaginou decidir o investimento social privado de uma empresa que oferece um serviço muito usado por você? Pois é isso que a Visa no Brasil começou a fazer no fim de 2017, quando colocou nas mãos dos usuários de seus cartões o poder de direcionar para onde irão os recursos doados pela companhia.

“A Visa quebrou um paradigma em relação a seu investimento social em outros países ao adotar a microdoação dessa maneira”, explica Stella Barbosa, da organização da sociedade civil Eu Apoio.

A OSC é responsável pelo relacionamento entre a empresa e as 16 instituições, distribuídas por cinco causas (animais, crianças, educação, idosos e saúde), que estão no portfólio de beneficiadas.

Pelo modelo atual, o cliente entra num site, cadastra seu cartão e escolhe uma organização. A partir de então, para cada transação que a pessoa fizer, a Visa doará um centavo para a instituição que ela escolheu.

“Há bilhões de transações com cartões por ano”, ressalta Stella, para mostrar o potencial que a microdoação tem. E, até o fim de julho, foram realizadas 19.614.805 doações.

As organizações também perceberam a oportunidade e compareceram em massa para se inscrever no programa. “Cerca de 200 instituições se inscreveram”, afirma a representante da Eu Apoio, que também ajudou na curadoria de projetos.

Com apenas meio ano de existência, a ideia já é que o programa se expanda nos próximos meses. “O aumento de organizações beneficiadas vai acontecer na medida em que houver mais adesões de clientes ao programa. O Brasil foi pioneiro nessa prática e, se der certo, podemos até levar a ideia para outros países”, aponta Stella.




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